Como nasceu a EUFLORIA

Ilustração editorial de uma menina preparando velas com botões de rosa sobre uma mesa, imagem da campanha sobre a origem da EUFLORIA Aromas.

Antes de ter nome, já existia.

Na casa da minha madrinha, quando eu era criança, eu tinha uma brincadeira um pouco diferente.

Pegava aquelas velas comuns de supermercado, derretia a cera e colocava dentro dela botões de rosa que tirava do jardim.

Não lembro de ter aprendido aquilo com alguém. Só lembro de gostar de fazer.

Não tinha nenhuma intenção por trás. Eu não estava tentando criar alguma coisa especial. Muito menos imaginava que um dia trabalharia com velas.

Era só uma menina, algumas flores e uma vontade de transformar o que tinha nas mãos.

Depois, como acontece com tantas coisas da infância, parei de fazer. Cresci. A vida foi acontecendo.

E aquela lembrança ficou lá.

Minhas mãos lembraram antes de mim.

Anos depois, voltei a fazer coisas com as mãos.

No começo, eu não associei uma coisa à outra. Estava experimentando materiais, descobrindo aromas, aprendendo a criar algo que fosse meu.

Só depois me dei conta de que havia alguma coisa familiar naquele gesto.

A cera derretida. As flores. O cuidado de colocar cada coisa no seu lugar.

Eu já tinha feito aquilo antes.

Só não lembrava que lembrava.

Em 2020, aquilo ganhou nome.

A EUFLORIA nasceu em Curitiba, em 2020.

Comecei do zero. Fui aprendendo a desenvolver a identidade da marca, criar os materiais, escolher os detalhes e descobrir como transformar uma ideia em algo que pudesse chegar às mãos de outras pessoas.

As primeiras criações foram presentes.

Depois vieram os pedidos, as amigas incentivando, as primeiras pessoas que confiaram em algo que eu ainda estava aprendendo a construir.

Aos poucos, a EUFLORIA foi tomando forma.

Hoje, trabalho com velas aromáticas artesanais e outras criações sensoriais. Penso nos aromas, nas texturas, nos materiais e na experiência de quem vai receber cada produto.

Mas existe uma parte desse trabalho que não começou em 2020.

Começou muito antes, quando eu nem sabia que estava começando alguma coisa.

Aromas que contam histórias.

Durante anos, eu pensei na EUFLORIA como algo que tinha criado na vida adulta.

E criei, de fato.

Mas foi só depois que a marca já existia que consegui reconhecer de onde vinha uma parte daquela vontade de fazer.

Não foi uma grande revelação. Foi lembrar de uma menina mexendo com cera e flores na casa da madrinha.

E perceber que, de algum jeito, ela ainda estava aqui.

A infância não deixa só lembranças.

Às vezes, deixa instruções.


Aromas que contam histórias.

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